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Entenda como surgiram as rodas (pneus)

18.01.2012 - Veículos
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Muito se discute com relação a uma grande invenção que parece não ter autor. Quer dizer, ter até tem, mas o problema é definir que povo inventou a roda.

Enquanto algumas pessoas defendem que a roda surgiu às margens do Rio Eufrates há cerca de 6000 anos atrás com a civilização sumeriana, outras pessoas afirmam que os egípcios já a utilizavam desde 1.700 antes de Cristo, o que talvez explique como eles conseguiram construir as pirâmides com aquele monte de pedras gigantescas.
Fato é que em outros continentes como a Oceania, essa ferramente era completamente desconhecida antes da chegada dos europeus.

Acredita-se que a roda foi desenvolvida originada de um tronco de uma árvore, que provavelmente representou o primeiro meio usado pelo homem para impedir o atrito de arrasto entre dois planos. Esse atrito foi substituído pelo atrito de rolamento.

Durante muitos anos as rodas foram assim: simples, fracas e de fácil quebra. Depois de algum tempo essa roda feita de tronco de árvore se transforomou em um disco e a necessidade de mantê-la sempre lubrificada fez com que o homem abrisse largos buracos em sua estrutura.

Outro ponto que representa a evolução, foi a proteção do cubo da roda (aquela peça que faz a ligação roda-eixo) contra choques, utilizando uma cobertura. Surgia assim a precursora das calotas modernas, que tem esse objetivo primordial (embora hoje em dia seja mais um objeto decorativo do que um item de proteção).
Vale dizer que as rodas dos automóveis como conhecemos hoje, se originaram diretamente das rodas das antigas carruagens puxadas a cavalos.

Rodas de carros
Quando falamos especificamente sobre as rodas dos nossos carros, precisamos saber que elas sempre tiveram o aro coberto por borracha sólida e, por isso, eram muito mais duráveis e muito mais rígidas. Ou seja, uma qualidade trazia um defeito bem grave: parecia que estávamos guiando um carro sobre uma pedra esculpida de maneira redonda.

Mas tudo isso mudaria na segunda metade do século XIX, quando John Boyd Dunlop (esse mesmo, da marca de pneus) um cirurgião veterinario escocês deixou a bicicleta do seu filho muito mais leve e confortável inventando o pneumáutico: um tubo de borracha, com ar sob pressão, que cobria o aro.

No ano de 1888 essa invenção foi patenteada na Inglaterra, mas Dunlop não queria largar essa profissão e vendeu os direitos da ideia.
Embora a ideia fosse revolucionária e muito boa, as tradicionais marcas de automóveis continuavam não aceitando essa nova proposta e mantinham as rodas maciças.

E isso permaneceu até que alguém, que não se sabe exatamente quem, decidiu criar duas peças separadas. Uma delas o pneumático de Dunlop e a novidade seria a cobertura dessa parte.
A partir daí importantes personalidades entram em ação. Deve-se a Charles Goodyear (mais uma marca de pneus) a descoberta do chamado processo de vulcanização da borracha, que a deixa mais durável e mais elástica.

Em 1908 aparece a tecnologia que revolucionou a roda de uma maneira geral: a roda com raios trançados. Isto é, uma roda que tem diversas tiras de ferro saindo do interior da roda e prendendo na estrutura externa.

Essa ideia é baseada em uma outra ideia vinda do gênio máximo da humanidade Leonardo da Vinci. A roda se torna assim mais leve, mais prática, mais confortável e capaz de aguentar mais velocidade sem perder a estabilidade.
Até o ano de 1920, os pneus eram assentados na borracha sob pressão a uma base de algodão. O conjunto era todo montado e o exterior vulcanizado.

Dessa forma os pneus tinham uma câmara interior de alta pressão e rodavam em média 7.200 km. Poucos anos depois, foram introduzidos os pneus de baixa pressão e isso fez com que a autonomia desses novos acessórios fosse cinco vezes maior do que os anteriores.

A partir do ano de 1955, tornaram-se comuns pneus sem câmara de ar, principalmente nos EUA. Isso, se olharmos bem, representaria até uma volta ao passado.
Eles são, obviamente, mais resistentes tanto quanto a furos, quanto ao próprio desgaste, mas precisam de grande tecnologia para ser ajustado perfeitamente ao aro, para não deixar o ar escapar.

Dessa forma existem as duas opções: rodas sem o pneumático e as rodas maciças. Para carros, ultimamente, a roda com pneumático foi readotada e é a mais utilizada.
Para outros fins como skates, patins e etc, as rodas maciças são preferidas até por uma questão de segurança.

Trata-se de um importante invento que revolucionou nossa maneira de ver o mundo e nos locomover por ele. Sem a roda, hoje, não seríamos tão evoluídos e não teríamos tantas tecnologias.
Sabe-se lá quem inventou essa peça, mas que esse inventor anônimo seja sempre lembrando como o primeiro a fazer uma grande descoberta em prol da humanidade.

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